sábado, 16 de abril de 2022
Não entendo!!
Em 10 de maio de 17 Lula teve sua primeira audiência com o Juiz Moro. Os advogados do Lula com aguerrida combatividade, entraram com mais de 500 recursos.
Advogados da melhor qualidade. Enquanto isso o STF assistia a tudo e turmas internas negavam tudo.
Lula foi condenado em primeira e segunda instância, esta por outros juízes. Os onze principais do STF a tudo assistiam, ouviam e analisavam com aval à condenação.
Dois anos e pouco de prisão ao condenado. Repito, o STF a tudo assistia.
Em uma seção, Carmem Lúcia, então presidente, deu o voto de minerva consolidando todas as análises e julgamentos feitos. Em 4 de dezembro de 2008, deu-se a negação do pedido de habeas corpus do Lula.
Finalmente o homem foi
solto. De repente, não mais que de repente tudo o que os onze do STF julgaram
não tem mais validade. Descobriram que nada do que foi feito em Curitiba
poderia ser feito em Curitiba. Vai entender os onze do STF!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
Guerra desigual!
Sobre a invasão russa na Ucrânia tenho uma opinião muito particular. Primeiro, nenhum exército estrangeiro vai apoias as forças locais para não aumentar ainda mais a possibilidade de uma grande guerra. Segundo, o exército ucraniano não tem a menor possibilidade militar de derrotar e conter a invasão.
Não adianta encher as redes sociais de bandeirinhas azul e amarela pedindo a paz. Não funciona. O que adianta homenagem póstuma aos treze marinheiros fuzilados porque não se renderam ao navio de guerra russo. Treze marinheiros! Conforta muito à família receber medalhas de herói da pátria? Heróis? Treze coitados contra um exército dentro de um navio? Ao receber uma mensagem ameaçadora de um navio de guerra russo, 13 oficiais da guarda costeira ucraniana na Ilha das Serpentes, território da Ucrânia no Mar Negro, não mostraram sinais de que se renderiam, mesmo não tendo recursos para combater o desigual armamento do inimigo.
Conclamar a população a lançar coquetéis molotov contra os russos mais parece guerra de torcidas. Creio que o melhor a fazer no momento, é a plena rendição da Ucrânia, bandeira branca, afim de evitar um massacre da população que os cenários de guerra projetam.
Depois da rendição é outra questão. Soldados americanos e da Otan se posicionam nos países vizinhos. Você crê que os russos invadiriam a Letônia ou Lituânia com soldados americanos e da Otan por lá. Claro que não. Agora, uma base miliar americana na Ucrânia é a mesma coisa que uma base miliar russa no México ou no Canadá. Isso se chama provocação. Após a rendição, com o menor número de mortos possíveis, continuariam as sanções e outras medidas até que a Rússia se pronuncie como tratará a Ucrânia.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
Mais um poeta se foi aos 95 anos!
Amadeu Thiago de Mello nasceu em Barreirinha, Amazonas, em 30 de
março de 1926. Além de tradutor e ensaísta, é um dos poetas mais influentes e
respeitados do país, sendo reconhecido como um ícone da literatura regional. A
luta política, o lirismo, as relações de família e os amores são facetas
marcantes em sua obra.
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
O cérebro de uma pessoa idosa!
O diretor da Escola de Medicina da Universidade George Washington argumenta que o cérebro de uma pessoa idosa é muito mais prático do que normalmente se acredita. Nessa idade, a interação dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro torna-se harmoniosa, o que expande nossas possibilidades criativas. É por isso que entre as pessoas com mais de 60 anos você pode encontrar muitas personalidades que acabaram de iniciar suas atividades criativas.
Claro, o
cérebro não é mais tão rápido como na juventude. No entanto, ele ganha em
flexibilidade. Portanto, com a idade, temos mais probabilidade de tomar as
decisões certas e menos expostos a emoções negativas. O pico da atividade
intelectual humana ocorre por volta dos 70 anos, quando o cérebro começa a
funcionar com força total.
Com o
tempo, a quantidade de mielina aumenta no cérebro, uma substância que facilita
a passagem rápida de sinais entre os neurônios. Devido a isso, as habilidades
intelectuais são aumentadas em 300% em relação à média.
Também
interessante é o fato de que após 60 anos, uma pessoa pode usar 2 hemisférios
ao mesmo tempo. Isso permite que você resolva problemas muito mais complexos.
O
professor Monchi Uri, da Universidade de Montreal, acredita que o cérebro do
idoso escolhe o caminho que consome menos energia, elimina o desnecessário e
deixa apenas as opções corretas para resolver o problema. Foi realizado um
estudo no qual participaram diferentes faixas etárias. Os jovens ficavam muito
confusos ao passar nos testes, enquanto aqueles com mais de 60 anos tomavam as
decisões certas.
Agora,
vamos examinar as características do cérebro na idade de 60 a 80 anos. Eles são
realmente rosados.
1. Os neurônios no cérebro não morrem, como dizem todos ao seu redor. As conexões entre eles simplesmente desaparecem se a pessoa não se envolver em trabalho mental.
2. A
distração e o esquecimento aparecem devido a uma superabundância de
informações. Portanto, não é necessário que você concentre toda a sua vida em
ninharias desnecessárias.
3. A
partir dos 60 anos, uma pessoa, ao tomar decisões, não utiliza um hemisfério ao
mesmo tempo, como os jovens, mas ambos.
4.
Conclusão: se uma pessoa leva um estilo de vida saudável, se move, tem uma
atividade física viável e tem plena atividade mental, as habilidades
intelectuais NÃO diminuem com a idade, elas só CRESCEM, atingindo um pico na
idade de 80-90 anos.
Portanto,
não tenha medo da velhice. Esforce-se para se desenvolver intelectualmente.
Aprenda novos trabalhos manuais, faça música, aprenda a tocar instrumentos
musicais, pinte quadros! Dança! Interesse-se pela vida, encontre-se e
comunique-se com amigos, faça planos para o futuro, viaje o melhor que puder.
Não se esqueça de ir a lojas, cafés, shows. Não se cale sozinho, é destrutivo
para qualquer pessoa. Viva com o pensamento: todas as coisas boas ainda estão à
minha frente!
Um grande estudo nos Estados Unidos descobriu que:
A idade
mais produtiva de uma pessoa é de 60 a 70 anos;
O 2º
estágio humano mais produtivo é a idade de 70 a 80 anos;
3º
estágio mais produtivo - 50 e 60 anos.
Antes
disso, a pessoa ainda não atingiu o pico.
A idade
média dos ganhadores do Nobel é 62 anos;
A idade média dos presidentes das 100 maiores empresas do mundo é de 63 anos;
A idade média dos pastores nas 100 maiores igrejas dos Estados Unidos é 71;
Isso
confirma que os melhores e mais produtivos anos de uma pessoa estão entre 60 e
80 anos.
Este
estudo foi publicado por uma equipe de médicos e psicólogos do New England
Journal of Medicine.
Eles
descobriram que aos 60 anos você atinge o pico de seu potencial emocional e
mental, e isso continua até os anos 80.
Portanto,
se você tem 60, 70 ou 80 anos, você está no melhor nível de sua vida.
*FONTE: New England Journal of Medicine*.
terça-feira, 19 de outubro de 2021
Carroça Vazia!
Caminhava
com meu pai quando de repente me perguntou:
¾ Além
do cantar dos pássaros você está ouvindo mais alguma coisa?
¾ Sim!
Estou ouvindo o barulho de uma carroça.
¾ Isso
mesmo disse meu pai, é uma carroça vazia.
¾ Vazia?
Como sabe que está vazia se ainda não a vimos?
¾ É
muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais
vazia maior é o barulho que ela faz.
Tornei-me
adulto e até hoje quando vejo uma pessoa falando demais, gritando no sentido de
intimidar alguém e tratando o próximo com grossura, tenho a impressão de ouvir
a voz de meu pai dizendo “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz”
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
O melhor Professor que já tive!
Esse texto é uma tradução de um artigo de David Owen publicado no Reader´s Digest (Edição Asiática) em abril de 1992, extraído e disponibilizado na página do professor Aaron Tan Tuck Choy, da Universidade Nacional de Singapura.
Esse texto reflete
a maneira confortável de enxergar as "coisas" como elas são e não o
questionamento do por que as "coisas" são assim.
Anos atrás, quando
eu frequentava minha pós graduação em RH, em uma das aulas, a Professora
Cecília Bergamini fez um exercício. Tínhamos que unir umas linhas que estavam
cercadas por um quadrado desenhado em um papel com apenas quatro movimentos.
Quebramos a cabeça e ninguém, por fim, conseguiu o feito. Após o teste, ela
comentou que em momento algum havia dito que não poderíamos sair do quadrado
onde estavam as linhas para uni-las e, sem sair do quadrado, era impossível
uni-las. Todos nós entendemos que as linhas tinham que ser unidas sem sair do
quadrado, ou seja, não conseguimos sair dos quatro cantos de um simples desenho.
Transpondo o exemplo
para o mundo corporativo, quantas vezes receamos sair da confortável posição
desenhada pelos quatro cantos do nosso cargo e ousar novos questionamentos e
desafios? As coisas estão aí para serem questionadas. Analise, por exemplo, as
comunidades virtuais de relacionamento que você participa. Normalmente,
costumam ter centenas de participantes. Lance um questionamento e observe
quantos se expõem e opinam sobre o que você questionou. Com certeza você terá
pouquíssimas respostas! Devemos aprender que "Penso, logo
questiono". Sem limites, só com possibilidades!
Vamos ao texto:
"O senhor
Whitson ensinava ciências para a 6ª série. No primeiro dia de aula ele nos
falou sobre uma criatura chamada cattywampus, um animal noturno extinto durante
a Era do Gelo. Ele passou para os alunos um crânio enquanto falava. Todos nós
fizemos anotações e depois respondemos a um teste sobre a aula.
Quando recebi a prova
corrigida fiquei surpreso. Havia um grande e vermelho X em todas as minhas
respostas. Eu havia falhado. Devia haver algum engano! Eu havia escrito
exatamente o que o professor Whitson havia dito na aula. Então percebi que
todos na classe haviam falhado. O que havia acontecido?
Muito simples, o
professor explicou. Ele havia inventado tudo o que falou sobre o cattywampus.
Aquele animal nunca havia existido, ou seja, toda a informação em nossas
anotações estava errada. Nós esperávamos crédito por respostas erradas?
Desnecessário dizer,
nós ficamos revoltados. Que tipo de teste era esse e que tipo de professor ele
era?
Nós deveríamos ter
descoberto o senhor Whitson disse. Afinal, equanto ele passava o crânio do
cattywampus pela sala (que na verdade era o crânio de um gato), não estava
afirmando que não havia sobrado nenhuma evidência do animal? Ele havia descrito
sua incrível visão noturna, a cor de sua pelagem e muitos outros fatos que ele
não poderia saber. Ele havia dado ao animal um nome ridículo e mesmo assim
ninguém havia desconfiado. Os zeros em nossas provas iriam para a avaliação,
ele disse. E eles foram.
O professor Whitson
disse que esperava que aprendêssemos uma lição dessa experiência. Professores e
livros didáticos não são infalíveis. Na verdade, ninguém é. Ele nos disse para
nunca deixar nosso cérebro ficar desatento e a tomar satisfação sempre que
pensássemos que ele ou qualquer livro estivessem errados.
Toda aula com o
professor Whitson era uma aventura. Ainda posso lembrar de algumas aulas de
ciências do começo até o final. Um dia ele nos disse que seu carro era um
organismo vivo. Nós demoramos dois dias para bolar um argumento contrário que
ele aceitasse. Ele não nos deixava sossegar até que houvéssemos provado não só
que sabíamos o que era um organismo, mas também que tínhamos força para
defender a verdade.
Nós levamos nosso
recém-adquirido ceticismo para todas as nossas aulas. Isso causou problemas
para os outros professores, que não estavam acostumados a serem desafiados.
Nosso professor de história começava a falar sobre algum assunto e de repente
alguém limpava a garganta com um “ram-ram” e dizia “cattywampus”.
Se alguém me pedisse
uma proposta para solucionar os problemas de nossas escolas, ela seria o
professor Whitson. Eu não fiz nenhuma grande descoberta científica, mas ele deu
a mim e meus colegas de classe algo tão importante quanto: a coragem de olhar
outra pessoa no olho e dizer que ela está errada. Ele também nos mostrou que
você pode se divertir nesse processo.
Nem todo mundo vê
valor nisso. Uma vez contei sobre o senhor Whitson a um professor de ensino
fundamental, que ficou horrorizado. “Ele não devia ter enganado você assim”,
disse. Eu o olhei nos olhos e disse que ele estava errado.
O texto acima é um
dos materiais mais interessantes que já vi sobre como o professor pode – e deve
– ser o veículo de transformação de maior importância para os alunos. Sou da
opinião que a proposta de ensino do prof. Whitson deve ser a pedra fundamental
na formação de novos professores e na reciclagem dos veteranos, principalmente
– mas não somente – nas disciplinas ligadas à Ciência."

